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Nesta Cidade,
Vive-se apressadamente
Corre-se de casa para o emprego,
Dá-se um pouco de amor
Como se fosse uma esmola,
O ar, quase sufoca
O ruído, a publicidade
Nossos sentidos viola
No final de cada dia,
Stressados, agressivos
Sem saber porque,
Contra nossos familiares e amigos
Libertamos toda ira,
Meu Deus!
Será que nos tornamos escravos?
Que vida inópia
Tanta felicidade fingida
Seremos néscios?
Não teremos alternativa?
Há! A vaidade, a soberba
Tomou conta desta Cidade
E nós..
Desumanizamo-nos,
Vegetamos no coração da Cidade
Vivemos o dia a dia,
Como por caridade
Cidade assassina,
Cidade mortalha
Outrora tão bela ,
Agora se definha.
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