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Sou um naufrago,
Minha vida uma jangada
A caneta o remo
A escrita o firmamento,
Meu tempo o mar imenso
A noite a tempestade
O dia a bonança...
Sem bússola ou sextante
Como eterno amante,
Vagueio ao sabor do coração
Nas horas traço rumos
Busco além do horizonte,
Uma estrela que me aponte
Onde fica teu coração
Nem Neptuno, tritões,
maremotos ou tufões
Podem colocar resistência
A esta vontade indómita,
De unir nossos corações
Vou chegar a bom porto,
Repousar em teu colo
Permanecer eternamente
Num turpor gostoso, rodeado de amor,
A salvo, por fim estarei
Em ti, minha estrela e luz,
Que para sempre amarei.
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