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Mulher de ninguém,
Que vives na vida
fazendo desta um modo de viver,
Sem amor, mas com arte
Sentada no banco do Bar,
Olhar felino e penetrante...
Buscando guarida,
Nos braços de um coração qualquer...
Mulher de ninguém,
Ris com vontade de chorar...
Brincas com uma felicidade
que não é tua,
Sensual e provocante...
Vives na mais sórdida rua,
Sem um coração amigo
Tens um homem que não é seu,
Só te resta chorar...
Na escuridão do teu quarto,
olhas a vida que não é tua...
Uma juventude perdida,
Entre o quarto e a rua...
Pobre mulher de ninguém.
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