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A alma do fogo crepita
Em mim silenciosamente
Qual chama acendida
Num altar sagrado
E cada chama flamejante
Baila colorida e forte
Na retina merejante de seus olhos
Enquanto a alma quente
Vibra nesta dança única
Como véus reluzentes leves
Dançam ao vento borboletas
E lambe o tempo cada chama
A iluminar o rosto de quem passa.
Febril cintila o fogo dentro dalma
Igual a luz que brilha nesta lâmpada
Aquece em volta, queima o cetim
E não se queima e nem se apaga.
Vai dando luz à escuridão tamanha
Vai aquecendo outras almas estranhas
Mas não conhece seu próprio ardor.
Oh! Fogo, este que me arde
Dentro do peito, este solitário
Em busca de outro sol que venha
Juntar a mim, trazer mais lenha
Formar em nós este braseiro
E abrigar em sua alma o sonho
E transmutar em mim
Os meus anseios.
Beijando-te
Ridamar Batista
Teu beijo escorre ente meus seios
E tremulam sensações estranhas
Entre espasmos lânguidos
E suspiros dóceis
Minhalma vaga em profundo êxtase
E corre e sofre e debate louca
Numa ânsia total
Numa confusa ânsia
De ter-te
E não poder sentir-te inteiramente.
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