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Este vento que sopra sorrateiro
murmura e chora em desespero
a falta que tu me faz
Tuas mãos afagando-me ligeiras
teus carinhos sempre meus
e úmida, e quente e lasciva
entrego-me a ti sem medos
a carne pronta para o prazer
ouço tua voz a sussurrar no vento
teus dedos a desalinhar meus pelos
e tua carne dentro de mim.
Somos apenas uma simbiose
telepática, mental e etérea
que se faz presente quando o vento sopra
e arrepia-me o desejo de voltar a tê-lo.
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