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Há um tempo para tudo
Um tempo de espera
Um tempo de ação
Instantes bem vividos
Ao acorde da ilusão
Tempo de fazer de tudo
Tijolo por tijolo,grão a grão
Momentos de não esquecer
Um aceno breve, um olhar
Um afeto tardio, aperto de mão
Há tempo para a vida
Mesmo quando ela se vai
Um adeus derradeiro
Um soluço e um ai
Há tempo de colheitas
A fartura a opulência
Os risos fáceis com freqüência
A certeza de saber estar
Há tempo de pensar
E tempo de repensar
Uma cadeira de balanço
Um olhar perdido, o descanso
A recompensa de tudo mais
O tempo firme caminhante
Em andrajos rotos ambulante
Indiferente de qualquer um
Segue seu curso alheio
Do hoje, amanha ou do jamais.
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