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De repente o amor se fez ausente
Levado pela brisa, de repente,
Qual nevoeiro ao expoente.
No coração se fez canção matiz
De repente, a ausência crispada
Era tudo ou era nada?
De repente a palavra nada diz.
Mas soam os sinos de Belém
E o amor vai da esperança além
Tudo era verdade ou mentira
Nem raiva, nem ira, saudade apenas.
Aconchegue-se no mais calmo sossego meu
De repente, quem sabe, nele está a felicidade...
Nem lamento, nem mágoa, nem rancor
De repente nosso amor virou saudade.
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