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Saio de cena!
Descem as cortinas.
As luzes se apagam.
Os aplausos cessam.
Agora,
o reencontro comigo mesma!
Deixo o personagem vivido
e volto para o palco real.
Chamo de volta a criança,
sincera, pura, verdadeira,
que me acompanha desde sempre
nas investidas não encenadas!
Sou estranha para muitos
porque não uso máscaras.
Do meu sentir sou a rainha!
Do meu amor, sou o céu,
as estrelas, a imensidão...
Nada, nem ninguém, conseguirá
mudar os meus batimentos
diante do universo do amor!
Nesta amplidão só existem
carinho, verdade, simplicidade,
humildade, amizade, paz...
Não ficarei numa tela,
qual estátua sem vida,
qual arco-íris incolor,
aos olhos de quem não vê,
nem assim,
o brilho dos olhos,
na pureza da criança!
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