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Toco as flores com docilidade.
No meu refúgio de amor,
águas mansas ao redor,
presenteio a lua ,
então escondida,
com rosas vermelhas.
As nuvens escondem os clarões!
Peço-lhes para abrirem passagem.
São os reflexos prateados da lua
e as rosas deslizando na rua
que sinalizam o caminho
para você me encontrar.
Com os sentidos aguçados, permaneço!
A cada som eu estremeço!
As imponentes garças,
em vôos imprevisíveis,
parecem sentir, na brisa,
a minha paixão de poetisa.
Uma lágrima escapa e passeia
numa pétala de rosa.
Outra, mais sentida,
dá vasão ao pranto incontido.
Você demora meu amor...
Estou sinalizando...
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