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Amo-te como a um pai
De quem se diverge,
Mas acata-se conselho.
Em quem se acha guarida.
Idolatra-se!
Amo-te como a um amigo
Com quem cumplicidamos.
Do qual divergimos,
Às vezes afastamos...
Mas a quem muito respeitamos.
Amo-te como a um filho.
Aconchego-te, incentivo-te, opino.
Dispersa, às vezes, viras arrimo.
Afloras dentro em mim,
Infinda ternura...
Amo-te como homem.
Encantador e comum.
Admiro, decepciono, revolto,
Compreendo e volto. Assumo
Este amar, em mim, incomum...
Amo, magôo, me firo.
Desejo, sufoco, reviro.
Rastejo, anseio, quero!
Confio, amparo, protejo.
Esconjuro, ardo, espero...
Desiludo, me resguardo e calo...
Neste amor, cresci, aprendi.
Elevada por ti a musa
Estrela, vida, amada,
Amante... fiz-me dominada.
No veraz sentir e viver investi.
Desprendi...Transcendi...
Amo-te acima de egos,
Encantos, disputas e vaidades.
Em ti fiz-me entrega absoluta.
Por fim, compreendi a transitoriedade
E minha poética efemeridade...
Não sou dada a veleidades.
Ouso agora amor meu,
Simplesmente viver o sentir...
Com a mesma dignidade
Aprender!
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