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Porque temer a solidão,
Quando ela solidifica
Meu estado de transmutação
E meu eu solitário glorifica?
Para encontrar a unificação,
Busco no prazer do silêncio
O quimérico da meditação
E da realidade me distancio.
Que realidade é essa
Que eu transformo em ficção?
Que minha mente professa
Em não temer a solidão?
Mas a realidade é traiçoeira,
Faz de minha auto determinação
Uma conjetura que é verdadeira,
Mas destrói os ecos do coração.
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