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Anjo, vagabundo ou poeta,
Ou um maldito escritor.
Anjo que vive sem ter meta
E vive sem ter amor.
Anjo que despreza as flores,
Anjo que escarnece da sorte.
Poeta que produz as dores
Idolatrando a própria morte.
Escrevo o que não anseio,
Desenho o que não vi.
Sou escritor de algo feio,
Sou anjo e poeta para mim.
Anjo, que mata o ser vivente,
E recordações que edito.
Destruo tudo o que sente,
Porque sou o Poeta Maldito.
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