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A noite que me envolveu
Fez-me escutar
O silencio e chorar.
Sou poeta,
Tenho um poder desconhecido.
Tenho o poder de parar
E o poder de recomeçar.
Não adiantam as lamentações.
Não há nada que possam fazer,
Impedindo o poeta de renascer.
Nem as palavras erradas
Das pessoas erradas
Que estariam sorrindo
Do meu sofrimento,
Do meu lamento.
Nada que possam dizer ou fazer,
À morte nada sobrevive
Só as lembranças.
O poeta vai renascer
Ele é como a Fênix,
Renasce das próprias cinzas.
E minha vingança será
O renascimento do amor,
Do amor verdadeiro
Pois ele é eterno
E quando a inspiração vem
Então o poeta renasce.
Há poesia em mim,
Entendam a minha poesia,
Ela não é abstrata,
Ela é concreta.
Ela dissipa o abstrato
Dos poetas verdadeiros
Que dizem sempre que
Existe o sorriso e a alegria,
O abraço e longo beijo.
Que a paixão está presente,
Que banalizam o amor
Que tudo é fácil, tudo existe.
Eu renasci e estou vivo
Posso ser EU e lembrar.
A fênix também é símbolo da morte
E do renascimento perpétuo da natureza.
Ela é como eu, Sou poeta.
Que renasce do próprio amor.
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