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É a estação do outono
Que é a decadência,
Que é o declínio,
Que é a tristeza.
Os gramados verdejantes
De uma breve existência
Transmutam
As moribundas folhas
Levadas pela morna brisa.
Flutuam no ar
Formando coisas
Que só Poeta compreende.
Mas o que sou?
Apenas mais um
Poeta outoniço,
Cuja aragem outonal
Transforma a poesia
já sem a experiência
De um grande Poeta.
Minha alma são as flores
Ainda que elas sejam
O outono da minha vida.
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