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Com um estado dado como corrupto
Há beira dum abismo quase abrupto…
Entra-se num dilema sério e delicado
Com estes políticos do rosto pesado!
Corróiem e estão repletos de artimanhas…
Olham o cume, não a base das montanhas!
O país mantém a constituição vigente
Mas na sua prática está impotente!
Meu instinto nada me diz de convicto
Este governo não é o mais correcto…
Não há vontade nem tão pouco virtude
No acto de agir cada vez é mais rude!
No passar do dia a dia é igual, severo…
A nação asfixiada diz: já não te quero!
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