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Quero homenagear-te em versos,
Embora me tenhas maltratado.
Já me lançaste no tubo do mais fétido esgoto,
E me resgataste do fundo do mesmo poço.
Nascestes junto com o homem,
Ou conheceste Deus ainda moço?
Insisto em cantar-te em versos,
Pois é em ti que se fundam as pregações.
És tema de tantos discursos,
Letra das mais lindas canções,
Música suave que me acalma,
Lema das fraternas campanhas,
Deleite indispensável à alma.
Tenho que proclamar-te em versos,
Ou não serei digna do “Mundo Poeta”.
Impossível resistir a ti.
Lindo! Vens chegando sorrateiro,
Surpreendendo até quem não te queria.
Alteras o metabolismo,
Transformas pedras em flores,
Devoras o cérebro com teu fanatismo.
Tornas tudo o mais secundário.
Imbatível é tua investida;
Às vezes és um sudário,
Noutras a esperança perdida.
De tudo já viste um pouco;
Novidades parecem reprises.
Do mais equilibrado ao mais louco,
Todos se renderam aos teus pés.
A vida, por breve que seja,
Conheceu um pouco do que és.
A eternidade é tua morada.
És busca incessante e desesperada
Dos que não conseguiram reter
O teu calor, AMOR!
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