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Se, por insanidade, eu te mandasse embora,
Teria que chorar sozinha dobradas lágrimas
E sorrir – solitária - um sorriso chocho.
Se, por insensibilidade, partisses agora,
Meu amor atlético ficaria coxo,
E meu sobrado desabaria, tora por tora.
Minhas mãos vazias sentiriam o calor das tuas,
Nos meus ouvidos, tua voz sonora diria:
“Eu Te Amo”... a cada meia hora.
Mas se alguém te pegasse de jeito
E quisesse fazer de ti a sua escora,
Aí... não! Eu não compareceria...
Ao teu bota-fora.
sandra fayad-BSB,08112006
http://www.sandrafayad.prosaeverso.net
Comentário:
Esta poesia descreve a relação de amor entre pessoas de origem idêntica, mas de cultura diferente, com característica de transitoriedade (inspirado em Ali Mohamed Hadad).
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