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Sou rebento de parto normal
Sob árvores secas contorcidas.
Cortaram meu cordão umbilical
Com duras folhas verdes afiadas
Pelo sol ardente do planalto central.
Cresci olhando de perto o azul do céu
Repleto de pássaros em revoada,
Formando aqui e ali um anel
Com o piar alegre de coral afinado.
Colhi frutos dos pés nas estações
Sem subir ao último degrau.
Deitei-me na relva macia do cerrado,
E sonhei com um planeta fraternal.
Corri mundo a partir do meu chão
À procura de algo fenomenal.
Encontrei as pedras de Atenas,
Caminhei ao longo do litoral,
Vi cachoeiras e até os Andes
Descortinar um lindo visual.
Voei sobre o Pacífico e o Atlântico.
De barco, fui de um ao outro lado.
Ouvi Jazz, Country e som Romântico.
Assisti de evento a grande festival.
Mas voltei sempre ao meu rincão
Para encontrar o meu referencial.
Aqui onde dei os primeiros passos,
Onde abri e fecharei os olhos,
Senti o coração de amor inundar
Entre batimentos e descompassos.
Trabalhei árduo para me sustentar
E recebi carinhosos abraços.
Vivi meus melhores momentos,
Criei vínculos indissolúveis,
Parâmetros e fundamentos.
Aprendi que os tons da felicidade
Tem as multicores destes ventos,
Assoprados pela divindade.
Sandra fayad BSBDF02122006
http://www.sandrafayad.prosaeverso.net
Comentário:
Esta é uma poesia com informações geográficas e históricas, onde descrevo um pouco da minha trajetória. Participou da Ciranda poética Quem sou.
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