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o coração do poeta é sempre jovem.
Os anos dourados imorredouros
Embalam a alma do seu mundo,
Instantes memoráveis
Encontrados em noites de plenilúnio
Trazendo o passado para os braços
Do presente, sem tempo nem espaço
No caleidoscópio da existência,
Nas lembranças que a vida não desfaz...
O poeta é o interprete sagrado
Escrevendo Obras Divinas
Moldadas pelas mãos do Oleiro,
Guardando lembranças do amor sem fim...
Pincelando as cores do arco-íris
Que divide os céus na coerência
Da chuva das tardes quentes.
O poeta é um Ser abençoado,
Ouve as músicas das grandes esferas,
Que canta e encanta o seu Outono
Muito cheio de luzes e amor,
Com emoção nas mãos
Que afagam e escrevem
Maravilhas do passado
Enriquecendo o presente.
Esperança é a rede que embala
As ilusões no horizonte ao longe,
Que o velho poeta sonha.
O Por do sol o embriaga de beleza,
E a alvorada o desperta para o belo
Bordando em rendas douradas
De contas e pérolas, as páginas mágicas
Que Deus lhe inspira.
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