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Renasço quando escrevo.
Penso, pássaro que voa
Com asas ligeiras que é enlevo,
Sonhos livres que a alma entoa.
Renasço quando me embriago
De amor , fonte de prazeres
Ilusão que sempre trago
E que desliza por rios algures.
Caudalosas águas que afago
Mar que me afoga de prazeres.
Renasço quando minha paixão
Penetra na lava aquecida
Do desejo, herói devoção
Nas loucuras dos anjos esquecidas.
Renasço quando me abraças comovido
E ardente, te envolvo pálida
Com beijos ardentes e lascivos
Bocas quentes e línguas cálidas.
Renasço quando me amas extasiado
Com delírios divinos que seduz
Astros e estrelas brilham enciumados
Pelo nosso festim íntimo que reluz.
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