|
|
Bebes, te encharcas de mim,
pois passarei como as nuvens.
Levado pelo vento sem fim,
livre feito um vaga-lume.
Aproveita-te de mim,
dos meus versos fortes,
da minha poesia, enfim,
pois é certa a minha morte.
Eu que me embebedo de amor.
Eu que me encho de cana.
Eu que sinto saudades da flor.
Eu que me perco em desamor.
Por mim mesmo, quem reclama?
Sou estrofe, sou rima, sou cantor.
|
|