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Verás que os filhos teus não fogem à luta!
Acordam sempre cedo para labuta.
São pessoas de fibra, de suor e de sonhos
Mas tu não vibras, não te preocupas.
E de quem, de quem será a culpa?
Será de nossa estática espera?
Oh, pátria adorada!
Dos filhos deste, tu és mãe gentil.
Gentil, ou detentora?
Varonil ou destruidora.
Há nação? Oh, pátria amada!
Há razão? Oh, vis piratas!
Especialistas do direito vil.
Extorques o teu povo varonil!
Há nação menos culpada?
Há razão pra tal cilada?
Se em teu seio, oh, amada...
Sonham os poetas...
Descansam teus pobres patetas
Sofrendo por teus primatas.
Tudo como era antes
no reino dos "Um sete um".
Respaldo dos governantes
na terra do faz-de-conta!
Me conta, me diz: o que é que fiz?
Um dia serás nação?
Um dia serei feliz?
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