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Waldyr Argento

   

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ASA DELTA
© Waldyr Argento

     

 

Voava de pé,
pelas ruas da cidade, 
feito uma asa delta, 
bem devagarzinho. 

Qual de nós não quer 
alcançar a liberdade, 
feito o "Asa Delta", 
feito um passarinho ? 

Voando bem perto do céu, 
abraçando a vida a flutuar, 
feito uma criança... 

Braços abertos ao léu, 
como a nos ensinar a sonhar, 
a nunca perder a esperança. 

(*) Esta poesia foi escrita para Jorgelino dos Santos, morador do Ingá, em Niterói, conhecido como Asa Delta, que ao tomar umas e outras abria os braços e literalmente flutuava pelo bairro, sim: Ele acreditava realmente que estava voando.

    

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