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Todos estamos sujeitos à críticas e avaliações, e quase sempre somos alvos
de comentários dispensáveis, com intromissão direta em nossas
particularidades.
Via de regra, existe uma preocupação exacerbada com a vida alheia.
É comum verificar a emissão de juízo de valor à respeito dessas ou daquelas
pessoas, em especial àquelas públicas, que estão costumeiramente de boca em
boca.
O que causa maior espanto é que pautando pela condição de “mexeriqueiros”
os que avaliam, se utilizam de táticas maldosas e quase sempre sem embasamento
para falar da vida alheia, e o fazem como se autoridade tivessem.
Sem se distanciar desta condição, estão também aqueles que na busca incansável
de minar as estruturas profissionais, políticas, religiosas, dentre outras
qualidades de alguns, embarcam na fácil mania de criticar, sem apontar soluções
ou mostrar qualidades suas que superem as dos criticados.
Isto, ocorre de maneira mais abrangente doravante, quando se aproxima o período
eleitoral.
Os críticos de plantão, na tentativa de chamaram para si ou partidos a que
pertençam, a atenção necessária, iniciam campanha difamatória e de maneira
agressiva, partem para o ataque como abutres na direção da carne putrefada.
Por certo, os que fazem oposição política, não podem em razão do óbvio,
fazer elogios ao candidato opositor, mas com isto, mostram uma enorme
fragilidade, por temerem que o opositor ganhe as eleições.
Mas daí, aturar comentários que denotam dor semelhante aos do que sofrem do
“mal do cotovelo” é ter que ouvir com demasiada desconfiança, uma vez que
via de regra, é comum ver marido falar mal da ex-esposa; empregado demitido
falar mal do ex-patrão; parceiro político falar mal do ex-companheiro;
convertido falar mal da religião que deixou, enfim são várias as situações,
que denotam despeito.
Tudo isto, nada mais é que um jogo infame e desnecessário.
O pior cego é aquele que não quer ver.
Para emitir juízo de valor, é preciso primeiramente se alto avaliar.
Mentir para quem ouve é fácil. O difícil é mentir pra si.
Anísio Guimarães
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