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Todos os que são portadores de mensagens e apelos dirigidos ao público, o
fazem com a consciência de que o grande imperativo é a responsabilidade com
que externam palavras e opiniões.
Escrever, no entanto, é transferir pensamentos, sentimentos e outras formas de
ver as questões que nos envolvem no dia-a-dia em escritos que podem ou não
servir como informações, exemplos ou quem sabe uma lição de vida.
Falar sobre fatos, expor sobre desejos, discorrer sobre temas intrigantes,
crônicas, poesias, dizer da profissão enfim, exige buscar dentro da própria
inteligência de cada um, textos que sejam traduzidos com as próprias palavras.
Utilizar de temas que tratem de determinado assunto, exige inclusive
discernimento e conhecimento da língua pátria e hermenêutica para faze-lo,
sob pena de assim não se comportando, cair no que se denomina prolixidade.
Obviamente que além desses cuidados, os que são afeitos a escrever, passam
pelo crivo de quem lê. Uns elogiam, outros nem tanto; há os que gostam, outros
repudiam. Há aqueles que vestem carapuças e há também aqueles que plagiam.
Plagiar, além de ser um ato asqueroso, pode levar quem o faz, as barras da
justiça.
Para que não caracterize plágio, existe obviamente uma saída, basta que quem
escreve, seja humilde o bastante, para fazer citações. Para isto existem as
notas de rodapé e as normas da ABNT.
O "Plagiário", no geral tem também outras facetas, ou seja, quem
plagia, também se esconde atrás de outros defeitos graves. Não deixa de ser
um apelo indevido e uma demonstração de incapacidade.
Portanto, assinar textos que não seja da autoria de quem escreve, denota além
de tudo um desejo incontido de querer demonstrar uma qualidade inata para
escrever.
Ao dedicar-se à escrita, não tendo a técnica, mencione a origem do texto.
Cair no ridículo de sair por aí publicando matérias copiadas ou praticar a
indelicada e criminosa gafe do plágio é ato amadorístico e inconseqüente.
Anísio Guimarães é Escritor e articulista do Jornal Registro
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