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A Semana da Pátria tem seu ponto alto no dia 7 de setembro. Nesse sentido cai como uma luva a seguinte pergunta : o que é patriotismo ? Serão os embates ferozes que ocorrem por ocasião das campanhas políticas ? Um por cento, sim. Noventa e nove por cento, não. Neste último percentual estão incluídos os que buscam avidamente a volúpia do poder. Embriagam-lhes o desejo pela fama e a cobiça por polpudos salários, não raro acrescidos de valores extras, ilícitos. Por acaso não é isso que se vê todos os dias ? Se não veja-se o que está acontecendo atualmente no cenário nacional, em que vários políticos e parlamentares do Congresso, empanaram o brilho deste 7 de setembro.
O grito de Dom Pedro I ainda ecoa, juntando-se aos brados da sociedade que quer ver punidos os corruptos e os corruptores. Dom Pedro – que era estrangeiro – demonstrou infinitamente mais patriotismo que alguns filhos dessa terra chamada Brasil. Será que continuamos sendo um país de pouca seriedade ? Ao que tudo indica, sim. Porque, independência não é só estar livre dos grilhões de outros países. Disso, em parte estamos. Mas, precisamos e queremos ardentemente conquistar a sonhada independência contra a corrupção, a violência e a banalização de tudo o que acontece de tortuoso. O Brado de Independência ou Morte foi contra o país que nos descobriu e muito nos explorou.
Hoje a exploração ocorre internamente, nas suas mais variadas formas. É um tal de “quem pode mais chora menos ou, salve-se quem puder”! Na realidade a Era Contemporânea está carente de grandes líderes, que no passado fizeram história e se constituíram em verdadeiros heróis. Os atos de heroicidade existiram em profusão, repercutindo até nossos dias e pelos tempos afora. É necessário que as estrelas que pontilham nosso mapa, representando os estados brasileiros, iluminem o caminho a percorrer, transformando-nos em um povo culto e abrindo a mente dos governantes e de todos os políticos. Que deixemos de ser um país do futuro, deitado eternamente em berço esplêndido. É hora de acordar e descruzar os braços, se não a globalização nos engolirá. Patriota : ser ou não ser. Eis a escolha que cada um deve fazer! A primeira é sensata. A outra, vazia.
Natal Marchi
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