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Fonte:
Terra da Poesia www.terradapoesia.cjb.net
Site do amigo Marcell
A trova é uma tradição iniciada por volta do século XI d.C. em Poença na
França. É durante este período que as poesias passam a ser acompanhadas de
músicas o que perdurou por muito tempo havendo inclusive remanescentes desta
tradição em nossa famosa Literatura de Cordel muito conhecida no Nordeste
brasileiro. Os repentistas realizam seus trabalhos por meio de trovas nem sempre
com versos heptassílabos, mas geralmente é esta a medida presente em seus
repentes. Embora a Literatura de Cordel e os repentes apresentem
características de trovas, os trovadores hoje constituem um grupo específico
de poetas, em cujo dia 18 de julho comemora-se o Dia do Poeta Trovador. Fonte:
www.geocities.com/clerioborges Site do Poeta Trovador Clério José Borges
Trovas
A trova é uma composição poética de quatro versos de sete sílabas
poéticas, que tem de ter rima no mínimo da 2ª com a 4ª linhas (versos).
Preferível será rimar também a 1ª com a 3ª. Encontra-se em trovas mais
antigas rimas da 1ª com a 4ª e da 2ª com a 3ª. Há também 1ª com 2ª e 3ª
com 4ª, além de outras. embora o tipo enunciado no primeiro parágrafo seja o
mais usado atualmente. A trova, para ser bem feita, tem de ter um ACHADO. Achado
é algo diferente e que faça valer a pena ler a trova. Adelmar Tavares diz
"Nem sempre com quatro versos setissílabos, a gente consegue fazer a
trova; faz quatro versos, somente"
Nota - Comece a trova sempre com letra maiúscula. A partir do segundo verso use
letra minúscula, a menos que a pontuação indique o início de nova frase.
Nesse caso, use a maiúscula novamente. Aprenda a trovar fazendo poesia de
qualidade
Trovismo: Movimento cultural em torno da Trova no Brasil, surgido a partir de
1950. A palavra foi criada pelo poeta e político falecido J. G. de Araújo
Jorge. O escritor Eno Teodoro Wanke publica em 1978 o livro "O
Trovismo", onde conta a história do movimento de 1950 em diante.
Neotrovismo: É a renovação do movimento em torno da Trova no Brasil. Surge em
1980, com a criação por Clério José Borges do Clube dos Trovadores
Capixabas. Foram realizados 15 Seminários Nacionais da Trova no Espírito Santo
e o Presidente Clério Borges já foi convidado e proferiu palestras no Brasil e
no Uruguai. Em 1987 concedeu inclusive entrevista em Rede Nacional, no programa
"Sem Censura" da TV Educativa do Rio de Janeiro. Definição de Trova
A Trova é uma composição poética, ou seja, uma poesia que deve obedecer as
seguintes características:1- Ser uma quadra. Ter quatro versos. Em poesia cada
linha é denominada verso.2- Cada verso deve ter sete sílabas poéticas. Cada
verso deve ser setessilábico. As sílabas são contadas pelo som.3- Ter sentido
completo e independente. O autor da Trova deve colocar nos quatro versos toda a
sua idéia. A Trova difere dos versos da Literatura de Cordel, onde em quadra ou
sextilhas, o autor conta uma história que no final soma mais de cem versos ou
seja, linhas. A Trova possui apenas 4 versos, ou seja, 4 linhas.4- Ter rima. A
rima poderá ser do primeiro verso com o terceiro e o segundo com o quarto, no
esquema ABAB, ou ainda, somente do segundo com o quarto, no esquema ABCB.
Existem Trovas também nos esquemas de rimas ABBA e AABB. Segundo o escritor
Jorge Amado: "Não pode haver criação literária mais popular e que mais
fale diretamente ao coração do povo do que a Trova. É através dela que o
povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a Trova e o Trovador são
imortais"Todo Trovador é poeta mas nem todo poeta é trovador. Nem todos
poetas sabem metrificar, fazer o verso medido.
Poeta para ser Poeta precisa saber metrificação, saber contar o verso. Se não
souber o que é escansão , ou seja, medir o verso, não é Poeta.
Eis alguns exemplos de Trovas:
Nesta casa tão singela
Onde mora um Trovador
É a mulher que manda nela
Porém nos dois manda o amor.(Clério José Borges)
Ficou pronta a criação
Sem um defeito sequer,
E atingiu a perfeição
Quando Deus fez a mulher.(Eva Reis)
Um pouco sobre a métrica
Métrica é a arte que ensina os elementos necessários à feitura de versos
medidos. A métrica é obtida pela contagem das sílabas e o ritmo pelas
cesuras. Você sabe metrificar e ritmar ? Uma regra A última sílaba que se
conta é a tônica da última palavra. Ex.- 7 Sílabas:
Eu-vi-mi-nha-mãe-re-zan-do
Aos-pés-da-Vir-gem-Ma-ri-a
E-ra u-ma-San-ta-es-cu-tan-do
O-que ou-tra-San-ta-di-zi-a
Outra regra
Quando uma palavra termina por vogal átona e a seguinte começa por vogal ou
ditongo, conta-se uma sílaba só. Diz-se que há embebimento de uma sílaba na
outra. Ex.: Ou vin do a fa la ao ven to. São 6 sílabas.
Mais uma regra
Para atender à métrica, hiatos podem transformar-se em ditongos (Sinérese) e
ditongos transformar-se em hiatos (Diérese) Ex Su-a-ve por Sua-ve (3 viram 2)
Sau-da-de por Sa-u-da-de (3 viram 4)
Cesuras
Não esqueça que o que dá ritmo à poesia são as cesuras. São as sílabas
tônicas que devem existir obrigatoriamente no interior dos versos, quando
tenham mais de sete sílabas. Nos decassílabos Sáficos - 4ª - 8ª - 10ª -
Ex.:
Ia Bar-sa-nul-fo pe-lo ver-de pra-do
Nos decassílabos Heróicos - 6ª - 10ª Ex
Tra-ba-lho nas no-ve-las nun-ca ve-jo E.T.
O verso Alexandrino legítimo tem cesuras na 6ª e 12ª. Se tiver na 4ª, 8ª e
12ª. será um Dodecassílabo Quaternário. Não necessariamente um Alexandrino.
Fonte: Terra da Poesia www.terradapoesia.cjb.net
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