Fábulas de Esopo

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Conheça Esopo e suas fábulas...

As fábulas de Esopo são histórias sobre animais criadas para ilustrar falhas e virtudes humanas. Esopo (cerca de 620 – 560 a.C), habilidoso contador de histórias, era escravo grego. Embora algumas de suas fábulas fossem provenientes da Índia e outras constituíssem contos folclóricos gregos, Esopo possui o mérito de as haver popularizado. Demétrio Faleiro, governante de Atenas, reuniu a primeira coleção completa das fábulas, cerca de 300 anos depois da morte de Esopo. Desde os tempos antigos, as pessoas gostavam de histórias sobre o leão e o camundongo, a tartaruga e a lebre, a cigarra e a formiga, e a galinha dos ovos de ovo.

Alguns estudiosos duvidavam da existência de Esopo, porque pouco se sabe sobre sua vida. Contudo, Esopo é mencionado por Heródoto, um historiador grego que viveu mais ou menos na mesma época. Sócrates transformou algumas das fábulas de Esopo em poemas e Plutarco louvou-o por sua sabedoria.

A sabedoria e o humor de Esopo de tal modo impressionou seu amo que este o libertou. Esopo teria visitado a corte do grande rei Creso. Conta-se que Creso enviou-o a Delfos para distribuir dinheiro entre o povo. Achando o povo desonesto, Esopo recusou-se a dar dinheiro. Enfurecido, o povo atirou-o de cima de uma montanha. Como resultado, pragas terríveis abateram-se sobre a cidade.

Fonte de pesquisa: Enciclopédia Delta Universal, volume 6

O VEADO E O DOENTE

Um veado doente repousava quieto em um pequeno pedaço de pasto. Seus companheiros vieram então em grande número para saber da sua saúde, e cada um deles servia-se a vontade da escassa comida daquele reduzido pasto, que lá estava para seu próprio sustento; assim ele morreu não da doença mas por falta de alimento.

Más companhias sempre trazem mais infortúnios que alegrias.
  

O LOBO E O CORDEIRO

Um lobo viu um cordeiro bebendo no rio e quis devorá-lo através de um motivo bem fundamentado. Assim, colocou-se mais acima e depois acusou-o de turvar a água e não permitir-lhe beber. O cordeiro disse que bebia com o extremo do lábio e, além disso, não é possível do lado de baixo turvar a água do lado de cima. O lobo, falhando na acusação, disse: "Mas no ano passado você injuriou meu pai". E quando o cordeiro respondeu que nessa 
época nem tinha nascido, o lobo disse: "Se você tem justificativas de mais, não te comerei de menos".

A fábula mostra que, para aqueles cujo propósito é injusto, nenhuma justificativa tem valor.
    

A GRALHA E A POMBA

Chegou aos ouvidos de uma gralha que em certo pombal viviam, 
copiosamente alimentadas, umas pombas; pintou-se de branco, para se disfarçar e meteu-se entre elas como se fosse do bando. As pombas não reconheceram a intrusa, enquanto ela não abriu o bico, mas um dia, em que se esqueceu do seu papel e gritou como uma gralha que era, as pombas, à força de bicadas, expulsaram-na do pombal.
Voltou então muito aflita para a torre da igreja, onde vivera até o dia em que resolvera disfarçar-se; mas suas antigas companheiras também não a reconheceram sob aquela plumagem branca e fizeram-na sair da sua companhia; e assim a pobre gralha ficou abandonada de todos e sem guarida.

É inútil aparentar o que na realidade não somos, pois cedo ou tarde seremos descobertos.
   

O JAVALI E A RAPOSA

Um javali afiava os dentes caninos no tronco de uma árvore, e uma raposa que o viu perguntou-lhe para que o fazia, se não havia necessidade disso.
- " Faço-o", respondeu o javali, " porque, tendo as minhas armas preparadas, posso defender-me sempre que seja preciso."

Devemos estar sempre preparados para tudo o que nos possa acontecer.
   

O BURRO VESTIDO COM PELE DE LEÃO

Certo burro vestiu uma pele de leão que encontrou no caminho e encheu de susto todos os animais, que fugiam ao vê-lo. O asno felicitava-se a si mesmo por se ver tão temido e respeitado, e até seu amo, que andava procurando-o, por julgá-lo perdido, se atemorizou quando o viu de longe; mas depois, reparando numa das suas grandes orelhas, que aparecia sob a pele do leão, tirou disfarce, deu-lhe uma sova, pôs-lhe a albarda e montou nele.

Se o ignorante pretende mostrar-se sábio, a orelha o revelará como ao burro da fábula.
      

A PATA DOS OVOS DE OURO

Certo homem tinha uma pata que todos os dias punha um ovo de ouro; pensando que encontraria nas entranhas de tão rendosa ave uma grande quantidade do valioso metal, estrangulou-a; mas, ao abri-la, teve a triste surpresa de ver que por dentro era perfeitamente igual às outras patas.

È melhor contentarmo-nos com o que temos do que sermos ambiciosos.
   

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