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Basta sair de casa ou ligar a televisão para você encontrar problemas que, somente, o ser humano consegue criar. São intrigas, indiferenças, um querendo engolir o outro, passar a perna, levar vantagem ou, simplesmente, ver seu semelhante na pior para que seu trabalho sobressaia.
Sim, porque o ser humano não sabe fazer política e vê concorrência em tudo. E concorrência, neste caso, significa destruir, destituir ou sabotar o trabalho de outros e não aquela concorrência saudável, que promove o progresso pessoal de cada um e da comunidade num todo.
A política de relacionamento, a política do bem viver, ajudar seu próximo, unir-se, defender sua comunidade e, com isso, crescer juntos, com apoio, irmanando-se realmente, esta, não está sendo praticada.
Vemos, naqueles que detém o poder, qualquer que seja o poder, o que canta Caetano Veloso: “Enquanto os homens exercem seus podres poderes...”
E o pior é que estamos inseridos neste contexto.
Qual a solução?
Bem, eu pensei em uma que talvez funcione. Digo talvez porque não sou nenhum especialista nesta matéria. Apenas acredito que todos devem ir para um só lugar – “PQP”.
Inclusive você, caríssimo leitor!
Imagine a criação do PQP – Programa de Qualificação Pessoal.
Creio, até mesmo, que este programa já exista. Ele está nos ensinando no dia-a-dia e não aproveitamos suas lições.
Vamos começar a mandar todos para o PQP, onde nós mesmos somos os instrutores deste programa, colhendo as lições que a própria vida nos dá e aplicando em casa, em nossa comunidade, no trabalho... Enfim, em todas os lugares e ocasiões.
Qualificar nossa política de relacionamento deverá ser o primeiro passo. Lembrar que somos seres dependentes daqueles que nos cercam, lembrar que nenhum homem é uma ilha e cresce sozinho.
Necessitamos, urgentemente, aprender as palavras chaves – UNIÃO e HARMONIA.
Imaginem se nosso organismo estivesse imitando o que fazemos com o organismo chamado Planeta Terra!
Destruímos nosso ecossistema sem lembrar que, antes de tudo, estamos nos destruindo.
Se formos falar em política, obviamente, lembraremos dos homens públicos e quantas vezes temos vontade de mandá-los a PQP, tentando desentortar o pepino?
Então, vamos cuidar daqueles que serão os políticos de amanhã e, para isso, precisamos dar o exemplo para que eles aprendam que se desviarem verbas, praticarem a corrupção, a indiferença ou qualquer ato que destrua e impeça o país ou a comunidade de crescer, estarão se autodestruindo e destruindo as oportunidades daqueles que ama.
Logo, PQP pode ser a solução!
A qualificação da família, célula mater da sociedade, sem dúvida alguma, deverá receber a maior atenção. Diminuir o tempo dedicado para a televisão, fonte de quase 100% do lixo que toda família absorve é um passo inteligente.
Há quanto tempo você não investe, pelo menos, uma hora numa reunião com sua esposa ou seu marido e os filhos?
Esta pergunta tem sido respondida com um minuto de silêncio, quando toco no assunto em reuniões com amigos que são pais ou tentam exercer este papel.
Falta-nos qualificação para exercermos nossas funções dentro da família, da comunidade, na vida profissional... E tudo está relacionado ao comportamento humano.
Não temos mais tempo para auxiliar, ouvir, aconselhar e, também, para pedir conselhos ou refletirmos em grupo.
Dentro da própria família enxergamos a concorrência. Essa sim! Para isso temos tempo para pensar e isso se estende para a comunidade e, no trabalho, então, nem se fala!
Que tal começarmos a desenvolver, em todos os ambientes em que estamos envolvidos, um Programa de Qualificação Pessoal?
O início é simples, pois, basta começarmos a refletir em nossa vida pessoal, levar este tema para nossos bate-papos com aqueles que conhecemos e estender o programa. Quem sabe conseguimos chegar ao Palácio do Governo e até a Casa Branca!
Bem, imagino que seja o sonho de muitos, afinal, imagine poder mandar o Bush e outros “poderosos” do nosso próprio país para PQP, mesmo que não seja este nosso Programa de Qualificação, não é mesmo?
Confesso que se tivesse esta oportunidade, deixaria de me sentir um simples cidadão comum.
© Celso Brasil
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