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Tsunami - um fenômeno quase explicável
Pesquisa
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A ciência se deparou com mais uma tragédia no final de 2004.
Não será a última, confirmando as previsões apocalípticas que somente os animais podem prever, já que, nestas ocorrências, animais não são vitimados, exceto os mantidos em cativeiro.
Organizações que pesquisam e se dedicam a preservação das espécies, noticiam, mais uma vez, este fato e lançam teorias que tentam explicar a sabedoria dos ditos "irracionais".
Celso Brasil |
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Saiba mais sobre um tsunami |
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A palavra ''tsunami'' quer dizer, em japonês, ''onda do porto'' (''tsu'' - porto, ancoradouro, e ''nami'' - onda, mar). Trata-se não de uma única onda, mas de uma série de um tipo especial de ondas oceânicas, de proporções gigantescas,
geradas por distúrbios sísmicos, em geral terremotos submarinos, e que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira
Um terremoto no fundo do oceano. Não seria exagero dizer que ele é o ponto de partida para um fenômeno natural ainda mais assustador: um tsunami ou maremoto, nomes pelas quais são conhecidas as séries de ondas gigantescas que invadem áreas costeiras quilômetros adentro causando terror, mortes e destruição.
As ondas comuns são causadas pela transferência de energia dos ventos para a água. O tamanho dessas ondas dependem da força do vento que as cria e da distância sobre a qual ele sopra. Um tsunami é uma onda peculiar, associada ao deslocamento de algo sólido, como placas tectônicas, erupções subaquáticas
ou a queda de um meteoro. A taxa de transferência de energia do vento é pequena em comparação à de um terremoto. Quando o fundo do oceano se desloca, a água acompanha o movimento. As ondas de um tsunami costumam ser desencadeadas por terremotos ocorridos nas chamadas falhas propulsoras, em que a direção
do deslocamento empurra o fundo do mar e água para cima.
Quando o tremor é embaixo da água, ele gera uma onda que vai se propagando. Perto do epicentro, o deslocamento da água pode não ser muito claro por causa da profundidade. Quando a tsunami entra na linha costeira, mais rasa, sua velocidade diminui, mas a altura aumenta. À medida que se aproxima da terra,
com a diminuição da profundidade do mar, a onda se agiganta. Um tsunami de alguns centímetros ou metros de altura pode atingir de 30 a 50 metros de altura na costa, com força devastadora.
Mas o problema não é tanto a altura, mas o comprimento mar adentro. Em média, uma onda normal que chega à praia de Ipanema, por exemplo, tem de 50 a 100 metros de comprimento. Um tsunami é muito mais comprido, tem quilômetros. Uma onda de seis metros de altura com dois quilômetros de comprimento não pára
na praia, ela segue terra adentro. E elas podem viajar pelo oceano com velocidades de mais de 800 quilômetros por hora.
É no oceano Pacîfico que existe maior incidência desses desastres naturais por ser uma área cercada de atividades vulcânicas e de freqüentes abalos sísmicos. Como os oceanos Índico e Atlântico são menos ativos geologicamente, é raro o registro de tsunami em suas águas. Mas foi no Índico que
formou-se o maremoto que está sendo considerado sem precedentes.
Várias pessoas contaram que antes de a onda estourar na madrugada do dia 26, no sudeste da Ásia, houve uma retração enorme do mar. De acordo com Paulo Cesar Rosman, professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe/UFRJ, isso também ocorre numa onda comum, mas a retração do mar é de, em média,
20 metros. E dura de seis a 12 segundos apenas. Numa tsunami, devido à sua enorme extensão, a retração pode ser de dois quilômetros, ou seja, a água da praia some. E isso pode durar de 15 a 20 minutos. As pessoas costumam achar o fenômeno fantástico, vão lá olhar, e quando vêem o paredão vindo em
sua direção, é tarde demais. |
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Organismos internacionais informam que a apuração do número de mortos do Tsunami que ocorreu na Ásia, no final de 2004, deverá ser muito maior que o estimado e nunca será preciso. |
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Os piores Tsunamis da história |
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Data |
Local |
Mortes (estimativa) |
Causa |
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1692 |
Port Royal, Jamaica |
Milhares |
Terremoto |
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1707 |
Japão |
30.000 |
Terremoto |
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1737 |
Cape Lopatka, Península Kamchatka, Rússia |
Desconhecido |
Ondas com 64m de altura geradas por terremotos |
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1755 |
Lisboa, Portugal |
10.000 - 60.000 |
Ondas com 6-15m de altura gerado por terremoto |
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1835 |
Talcahuano, Chile |
Desconhecido |
Terremoto em Concepión |
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1868 |
Arica, Chile |
Milhares |
Ondas de 15m geradas por terremoto |
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1883 |
Krakatoa, Indonésia |
36.000 |
Erupção vulcânica |
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1896 |
Honshu, Japão |
27.000 |
Terremoto, destruiu 280km na linha costeira |
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1933 |
Sanriku, Japão |
2.990 |
Terremoto |
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1946 |
Hilo, Hawai |
150-190 |
Terremoto no Alaska |
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1958 |
Lituya Bay, Alasca |
3 |
Terremoto causado por uma gigantesca placa de gelo e rocha caída de um glaciar; um gigantesco deslizamento formou a tsunami |
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1960 |
Chile |
450 |
Série de terremotos |
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1976 |
Mindanao, Filipinas |
Mais de 5.000 |
Terremoto |
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1979 |
Nice, França |
23 |
2 tsunamis, com uma semana de intervalo, geradas por deslizamentos submarinos |
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1992 |
Nicarágua |
100 |
Terremoto formou uma série de ondas 11m de altura |
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1993 |
Japão |
120 |
Terremoto submarino gerou ondas de 5m de altura |
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1994 |
Java, Indonésia |
200 |
Terremotos causaram uma série de ondas de mais de 60 metros de altura |
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1998 |
Papuá, Nova Guiné |
2.000 |
Terremoto |
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2004 |
Sul e sudeste da Ásia |
Mais de 143 mil |
Terremoto submarino |
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Saiba mais sobre algumas delas |
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1755 - Um terremoto seguido de maremoto encurralou os moradores de Lisboa, matando cerca de 15 mil pessoas |
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1883 - Cerca de 36 mil pessoas morreram devido a um tsunami causado pela erupção do vulcão Kracatoa em Java, Indonésia. A passagem da Tsunami foi registrada até no Panamá. |
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1896 - Uma única onda engoliu aldeias inteiras e matou mais de 26 mil habitantes na região de Sanriku, no Japão. |
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1946 - Um terremoto nas ilhas Aleutas enviou um tsunami para o Havaí, onde matou 159 pessoas. A onda alcançou o Alasca, onde morreram mais cinco pessoas. |
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1964 - Um terremoto no Alasca ativou uma onda de quilômetros de extensão e 8 metros de altura, que causou 120 mortes e chegou até o litoral da Califórnia. |
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1983 - No Japão, 104 pessoas morreram devido ar um tsunami provocado por um terremoto próximo que chegou a 7.7 pontos na escala Richter. |
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1998 - Um terremoto em Papua, Nova Guiné, chegou a 7,1 graus na escala Richter. Minutos depois, gerou uma onda de 7 metros de altura que matou mais de 2 mil pessoas e destruiu quatro povoados. |
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2004 - Mais de 143 mil pessoas (número divulgado em 03 de janeiro de 2005) morreram depois que um violento tremor sob o mar perto do norte da Indonésia enviou enormes ondas para as regiões costeiras do sul e sudeste da Ásia. O terremoto, que atingiu 9
pontos na escala Richter, foi o mais intenso registrado nos últimos 40 anos. Muralhas de água, com mais de dez metros de altura, arrasaram construções e arrastaram pessoas em toda a região. Foram registradas enchentes e uma elevação do nível do mar até no leste da África. Locais atingidos: em
Bangladesh, Índia, Indonésia, Quênia, Malásia, Mianmar, Somália, Sri Lanka, Tanzânia e Tailândia. |
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Origem e formação de um Tsunami |
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1. Abalo sísmico submarino - Assim como ocorre nos continentes, o choque de duas placas tectônicas também causa terremotos submarinos. Em alguns casos, erupções vulcânicas ocorridas debaixo dos oceanos podem provocar um tsunami de proporções menores.
2. Grande marola - A ruptura causada pelo tremor no leito do mar empurra a água para cima e forma uma onda submarina, que é o ponto de partida de um tsunami. Quando é gerada, a onda tem apenas alguns pés de altura e pode até passar despercebida sob um barco.
Dependendo da distância que percorre, ela ultrapassa os 800 quilômetros por hora. Por isso, em um único dia um tsunami consegue atravessar um oceano inteiro até atingir uma zona costeira. |
3. Colisão com fundo raso - Já nas proximidades do litoral, quando alcança águas mais rasas, a velocidade do tsunami diminui, mas uma seqüência de ondas de até 30 metros de altura (cerca de 100 pés) e muitos quilômetros de extensão se forma.
4. Onda gigante - As ondas então invadem o continente e avançam por terra, destruindo tudo em seu caminho.
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Fontes: Revista Época e pesquisas enciclopédicas
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