Grandes Escritores



Alma solitária
© Cruz e Sousa

Ó alma doce e triste e palpitante! 
Que cítaras soluçam solitárias 
Pelas Regiões longínquas, visionárias 
Do teu Sonho secreto e fascinante!

Quantas zonas de luz purificante, 
Quantos silêncios, quantas sombras várias 
De esferas imortais imaginárias 
Falam contigo, ó Alma cativante!

Que chama acende os teus faróis noturnos 
E veste os teus mistériosa taciturnos 
Dos esplendores do arco de aliança?

Por que és assim, melancolicamente, 
Como um arcanjo infante, adolescente, 
Esquecido nos vales da Esperança?!      



 

 

 

         

   

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