Grandes Escritores



Assim seja!
© Cruz e Sousa

Fecha os olhos e morre calmamente! 
Morre sereno do Sever cumprido! 
Nem o mais leve, nem um só gemido 
Traia, sequer, o teu Sentir latente.

Morre com alma leal, clarividente, 
Da crença errando no Vergel florido 
E o Pensamento pelos céus, brandido 
Como um gládio soberbo e refulgente.

Vai abrindo sacrário por sacrário 
Do teu sonho no Templo imaginário, 
Na hora glacial da negra Morte imensa...

Morre com o teu Dever! Na alta confiança 
De quem triunfou e sabe que descansa 
Desdenhando de toda a Recompensa!      



 

 

 

         

   

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