Grandes Escritores



Aqueloutro 
© Mário de Sá Carneiro

O dúbio mascarado o mentiroso 
Afinal, que passou na vida incógnito 
O Rei-lua postiço, o falso atónito; 
Bem no fundo o covarde rigoroso. 

Em vez de Pajem bobo presunçoso. 
Sua Ama de neve asco de um vómito. 
Seu ânimo cantado como indómito 
Um lacaio invertido e pressuroso. 

O sem nervos nem ânsia - o papa- açorda, 
(Seu coração talvez movido a corda...) 
Apesar de seus berros ao Ideal 

O corrido, o raimoso, o desleal 
O balofo arrotando Império astral 
O mago sem condão, o Esfinge Gorda.      



 

 

 

         

   

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