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Quase tudo é ilusão


Muita coisa é só ilusão
Aparência temporária
O engano de julgamento
Torna a vida solitária
Amargura e decepção
Rasgando toda emoção
Ternura é deficitária.

A derrota é sumária
Pois nada é definitivo
Aquilo que era ontem
Hoje pode não tá vivo
Quando a verdade né pura
Engana qualquer criatura
Que acreditou no motivo.

E sem ter ouro no ativo
Nem algo pra oferecer
Você pode ser pisado
Ser esquecido e sofrer
Só vale a base de troca
Sendo uma cobra ou minhoca
Sem prata, pode esquecer.

E se alguém for te querer
Por a mão na tua cabeça
Só vai querer te mandar
Da sua opinião esqueça
Ele sempre terá razão
Cê vira escravo da ilusão
E Sua vida fica avessa.

Nenhum sentimento aqueça
Sendo um objeto excluído
Sem prestigio ou numerário
Querer é ser atrevido
Você é degrau de escada
Será alpendre ou sacada
Apenas sombra, escondido.

Seu grito nunca é ouvido
Seu lamento é desprezado
Aumenta sua solidão
Você se sente arrasado
Em nada mais acredita
Qualquer amizade evita
Prefere estar isolado.

Ninguém é seu irmão amado
Nem vai morrer por você
Palavras somem no vento
Nada se pode fazer.
A vida é mesma engraçada,
Quase tudo vale nada
Sem nada pra oferecer.


Daniel Fiuza Pequeno

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