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Sítio do pica pau amarelo



Monteiro Lobato criou
A globo bateu o martelo
A boa novela voltou
Com doce e caramelo
Sítio que o povo chamou
De pica pau amarelo.

Nossa vó é dona Benta
Senhora muito simpática,
Com ela ninguém inventa
Por ela ser sistemática
Em volta a turma se senta
Pra resolver problemática.

Tia Nastácia é doceira
Faz muita coisa gostosa
Além de ser cozinheira
Conta história e prosa
Dos seres da capoeira
E de princesa formosa.

Lá tem a boneca Emilia
Mandona inventadeira
Na historinha ela brilha
Faz pirraça é faladeira
Deixa todos numa pilha
Irreverente encrenqueira.

Pulando com uma perna só
Feliz o saci vai aprontando
Viaja no redemoinho de pó
Com seu cachimbo fumando
Quem conta isso é nossa vó
E a gente vai acreditando.

O porco marques de rabicó
Com medo vive escondido
Se manda quer viver só
Por tia Nastácia é escolhido
Mas a Emilia não tem dó
Vive no pé do perseguido.

Quem cuida dos animais
É um homem de muita fé
Pra Fazer tudo é capaz
Ele é o tio Barnabé
Conta historias demais
Da cuca saci e jacaré.

Ainda tem o burro falante
Que La Fontaine emprestou
Nessas fabula interessante
Ele é um filosofo palrador
Um intelectual importante
Que lá no sítio chegou.

A cuca é uma feia bruxa
No formato de um jacaré
No caldeirão ela puxa
As maldades de má fé
Sua magia estrebucha
Mas o que faz não dá pé.

O visconde de sabugosa
Na biblioteca vai vivendo
Tem a sabedoria formosa
Todos os livros vai lendo
Sua cultura fica pomposa
E seu talento aparecendo.

A menina narizinho
Esperta e muito sapeca
Com o nariz arrebitadinho
Ela é a dona da boneca
Se junta com o Pedrinho
Não deixa cair à peteca.

Da cidade vem o Pedrinho
Gosta do banho no ribeirão
Aventureiro e espertinho
Mas tem um bom coração
Vai se juntar com narizinho
Para explorar o sertão.

Cordel baseado no livro do inesquecível escritor Monteiro lobato, e sua adaptação para a televisão.



Daniel Fiuza Pequeno

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