» Capa » 1ª página

  ABRALI Edições

  Rádio Poesia

  ABRALI HOST

  Revista ABRALI

Formulário fale conosco

Indique esta página

>> Cadastre-se!

Nossa Organização

» Quem somos / Nossa Missão
» Institucional / Parcerias
» Participar deste Projeto
» Editora - ABRALI Edições
» Rádio Poesia
» ABRALI HOST - Hospedagem
» Eventos - EPAC
» Comunidade ABRALI Orkut

Canais de Vídeo & Áudio

» Rádio Poesia Vídeos/Áudios
» Revista ABRALI
» Membros Acadêmicos
» Matéria da Semana

Canais Literários

» Membros Acadêmicos
» Rádio Poesia
» Grandes Escritores
» Contos
» Crônicas
» "Chapéu di Paia"
» Literatura de Cordel
» Coletâneas Abralianas
» Literatura & História

Canais de Arte

» Artes, Artistas & Cia.
» Músicas

Canais de Língua Portuguesa

» Dicas de Português
» Teoria Literária
» Ensaios
» Resenhas
» Grandes Escritores

Canais de Informação

» Revista ABRALI
» Vídeos de Eventos ABRALI
» Notícias em Tempo Real
» Direitos Autorais e Leis
» Fatos e Personagens
» Vídeos Datas Comemorativas
» Galeria de Fotos
» Artigos
» Literatura & História

Canais Especiais

» Espaço Jovem
» ABRACADABRA - Infantil
» Folclore
» Espaço Indígena
» Meio Ambiente
» Filosofia em Fatias
» Coletâneas Abralianas

Canais de Comunicação

» Fale conosco
» Inscrever-se no Projeto
» Mural de Mensagens
» Informar falhas e/ou erros
» Sala de Chat

Google

Web

www.abrali.com

       Literatura de Cordel

Mais deste Autor Voltar à página índice de Cordel

À sua Excelência, o Presidente

         
Reitero pronunciamento
Sobre a nossa Previdência
E peço desculpa ao senhor
Por mais esta insistência
Pra retornar com a questão
Onde só tem confusão
Tá faltando competência

Sei que não de sua parte
Pois conheço o seu passado
E disso não abro mão
Mas vai aqui um recado
Tem gente com muita pressa
A quem pouco interessa
A questão do aposentado

Com a promessa de mudança
O senhor foi bem votado
Assumiu com a esperança
De mudar nosso passado
Todos nós acreditamos
E a esperar agora estamos
Por qualquer bom resultado

Até um prazo nós demos
Que aliás nem foi vencido
Mas a cobrança se explica
Diante do ocorrido
As primeiras providências
Cheias de imprevidências
Não fazem qualquer sentido

Primeiro o ponto maior
Que pra mim foi distorcido
Não cabe culpar servidor
Pelo déficit contraído
Se há rombo no sistema
E esse é o grande dilema
O governo é o inquirido

O rombo da Previdência
Tem causa subjacente
Que deve ser informada
E não enganar a gente
Dizendo que os servidores
Do déficit são causadores
Assim não há quem agüente


Todo dia na imprensa
O assunto é mal cuidado
Na aposentadoria integral
Nenhum tostão é roubado
Não sei porque a insistência
Pois o rombo da previdência
Está bem do outro lado

A União não repassa
A contribuição recolhida
Que é paga de forma total
Da remuneração recebida
Desviando esse recurso
Dá uma de amigo urso
E de mal agradecida

Lei é feita no Congresso
Sanciona o Presidente
Servidor paga o que deve
A culpa não é da gente
Se há roubo e corrupção
Cabe ao governo a missão
Mostrar que é competente

Fiscalizando com rigor
Toda a arrecadação
Cobrando dos devedores
Prendendo quem for ladrão
E não ficar dessa forma
Dizendo que a reforma
É crucial pra Nação

Que ela irá ajudar
Retomando o crescimento
Conseguindo mais recursos
Para o desenvolvimento
Sem fechar esse buraco
Que existe nesse saco
Só vai haver mais lamento

E pra fechar esse buraco
Há muito tempo passado
O governo poderia
Ter o seu Fundo criado
Para capitalização
De toda arrecadação
Que tirou do aposentado

E poderia o governo
Também explicar, afinal
Que foi feito da receita
Do seguro social
De toda a contribuição
Essa é a grande questão
De cada empresa local

Muitos bilhões do Confins
Basta o exemplo citado
Se o Estado contribuísse
Com o que foi arrecadado
O déficit não existiria
A conta de pronto batia
Era outro o resultado

São situações diferentes
Não precisa ir ao colégio
A aposentadoria integral
Nunca foi um privilégio
Ao servidor é garantida
Com base na contrapartida
Não é nenhum sacrilégio

O servidor participa
Com o desconto integral
De tudo que ele recebe
O que me parece normal.
Na iniciativa privada
A contribuição é limitada
E o desconto é parcial

Se o governo quisesse
Reformar pra melhorar
Que se iguale o sistema
E todos passem a pagar
Sem limite de imposição
Melhorando a arrecadação
Vão melhor se aposentar

O que não pode é o governo
Por falta de administração
Tentar se justificar
Apontando outro ladrão
Que rouba a Previdência
Ponha a mão na consciência
E responda a indagação

Limitar tudo por baixo
Privatizando a Previdência
O governo só dá provas
De total incompetência
Qualquer empresa privada
Toparia essa parada
Pois é questão de gerência

Por isso meu Presidente
Não entre nessa gelada
Mantenha seu compromisso
Com a classe assalariada
Discuta bem o problema
Detalhe todo o dilema
Não deixe a turma enganada

Há pontos nessa reforma
Ferindo a Constituição
Há direitos adquiridos
Não cabe contestação
Quem está dentro vai embora
Quem já foi fica de fora
Quem vai pagar é o povão

A Reforma da Previdência
Não é o cerne da questão
Com a economia parada
Menor é a contribuição
O desemprego é imenso
Isso já é consenso
Não há que haver discussão

E os poucos que trabalham
Não têm carteira assinada
Na economia informal
Não contribuem com nada
O problema é bem diferente
A culpa não é da gente
Se a coisa anda mal

A saída é pelos fundos
Uma nação endividada
Nesse ciclo vicioso
Fica de mão amarrada
Só tem um jeito agora
Parar com o juro de mora
Ter a dívida alongada

Sair dessa embromação
Criar nossa própria riqueza
O Brasil é muito grande
Ponha as cartas na mesa
Rumo a negociação
Não tem outra solução
Disso eu tenho certeza

E para terminar o assunto
Vou lhe dar um conselho
Seja o Lula de fato
Não se mire no espelho
Que já refletiu no passado
O que não deu resultado
Não meta lá seu bedelho
       
  
Domingos Oliveira Medeiros
© Todos Direitos Reservados
Mais deste Autor Voltar à página índice de Cordel
        

 

 

 

         

   

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site