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Elogio ao Cordel "Cavaquinho Brasileiro"


Espero que não caiba nenhuma outra interpretação a este cordel, além da admiração pela obra em si. 
 
Já gostei de violência, 
Hoje evito dissídio 
Mas se preciso esmago 
Com a força de um boídeo 
Meu veneno é poderoso 
Seu efeito é desastroso 
Como de qualquer ofídio. 
 
O meu nome é mestre Egídio, 
Não sei se presto ou não presto, 
Não matei gente inocente 
não ofendi a homem honesto, 
sempre enfrentei a labuta 
mas não fujo duma luta, 
sou perigoso e funesto. 
 
Se errar, sou muito presto 
Tentando ao mal reparar, 
E mesmo aos inimigos 
Quando queiro elogiar 
Não sinto constrangimento 
Faço no mesmo momento 
Nada vira me embargar. 
 
Agora eu quero falar 
De um Cordel verdadeiro, 
Perfeito nas suas rimas 
Uma jóia por inteiro, 
Com o qual nos brinda este dia, 
António Torre da Guia; 
“Cavaquinho Brasileiro” 
 
Sou amante verdadeiro 
Dos poemas de Cordel, 
E eles a mim emocionam 
Como a qualquer menestrel 
E como Amo a verdade 
Exaltando-lhe a qualidade 
Estou cumprindo meu papel. 
 
Desde Belém-Pará,


Mestre Egídio

Francisco Egídio Aires Campos
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