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As
dezoito e cinqüenta e nove
Chegou-me
ao conhecimento
Por
e-mail do Daniel Fiúza
O
triste acontecimento
Da
morte de Patativa
Que
comovido lamento.
Quebrando
meu juramento
De
nunca mais publicar
Devido
esta dor imensa
Não
posso silenciar,
É
imenso meu desgosto
Este
eu não posso calar.
Criança,
ouvia falar,
Deste
grande menestrel
Amava
sua poesia
E
seu autentico cordel
Que
lhe vazava da alma
E
que era seu laurel.
Sua
verve era o cinzel
Que
esculpia a palavra
Sentimentos
imaculados
Saiam
de sua lavra
Falar
eu não poderia
Pois
minha língua se trava.
Seu
poema “engenho de pau”
Que
ouvi quando menino,
Ele
próprio recitando
É
na minha alma um hino,
E
mesmo sem decora-lo
Se
o lembro fico mufino.
Acho
até que meu destino
Mudou
o ouvindo recitar,
O
timbre de sua voz
Tinha
o dom de emocionar,
Assim
trêmula, frágil-forte,
Que
me fazia chorar.
Rolam
lágrimas sem cessar,
Em
meu rosto comovido,
Ao
fazer este improviso
E
meu plangente gemido
Faz
eco na solidão
Do
meu coração sofrido.
Mestre Egídio
Francisco Egídio Aires Campos
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