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O Planeta azul

  

Que linda a Terra, que bonitos os mares,

que lindas as nuvens soltas pêlos ares

e os campos com olores que inebriam,

levados pêlos ventos que ciciam

entre as folhagens brandas dos palmares.

 

 

Que lindas as matas virgens que se espraiam

pôr sobre as terras em verde as transformando,

e os longos rios , largos, volumosos,

que entre elas vão serpenteando,

distribuindo dádivas de vidas

quais borboletas multicoloridas

que entre as flores as vão polinizando.

 

 

Que lindos são os pássaros que voejam

cantando enamorados entre as ramagens,

e as coloridas aves que em bandos,

seguem planando nos braços das aragens,

e os insetos que zunem, zumbem, apitam

e os vermes que no humos se agitam

decompondo os dejetos das folhagens.

 

 

Que lindas as montanhas e seus aclives,

seus abruptos penhascos e seus rochedos,

suas belas nascentes e cascatas

seus cumes pontiagudos como dedos,

que aos céus apontam como se dissessem

que ascenderiam a eles se pudessem

e compartilhariam seus segredos.

 

 

 

E os animais, fitófagos ou predadores,

todos e cada um são só beleza,

no equilíbrio lindo em que os fizeram

os que criaram toda a natureza,

e no habitat belo em que convivem,

só os fortes e capazes sobrevivem,

e a lei da vida impera com justeza.

 

 

Que belos os desertos e suas dunas,

que são mudadas aleatoriamente,

pêlos velozes e violentos ventos

que ali sopram diuturnamente,

e seus oásis, nichos de beleza,

atestatórios do amor que a natureza

dispensa a todo e qualquer ser vivente.

 

 

E os litorais? que haverá mais belo?

sejam abruptas falésias ou planas praias,

rochedos coralinos e cortantes,

moradas de cações e de arraias,

ou extensões de mangues lamacentos

com estranhas arvores que raízes ao vento,

exibem aos galhos tralhotos qual alfaias.

 

 

Que inexplicável sina a de odiarmos

este planeta azul onde vivemos,

que nos abriga, protege e alimenta,

e reciproca o bem, se o fazemos,

mas inexoravelmente o destruímos

e um futuro negro construímos

pois destruindo-o para onde iremos?




Mestre Egídio

Francisco Egídio Aires Campos
© Todos Direitos Reservados
     

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