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                 Literatura de Cordel

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Para não ficar calado

  

Mesmo um animal político,

Como todo humano é

Não gosto, nem boto fé,

Não apoio, nem indico,

Calado na minha, eu fico,

Porque vivo magoado,

Voto por ser obrigado,

Mas não posso admitir

Sempre passivo assistir

E aceitar tudo calado.

 

O que vemos acontecendo

É a derrocada moral,

Não se põe ponto final,

E o imbróglio vai crescendo,

Todo dia estamos vendo,

O mau ser mais exaltado

Não sou rico nem letrado,

Mas não posso admitir

Sempre passivo assistir

E aceitar tudo calado.

 

Onde será que se encontram

Os anões do orçamento??

Nunca foram a julgamento

Tão com tudo que roubaram.

Jader Barbalho algemaram,

Mas logo foi libertado,

Com tudo desbloqueado,

Mas não posso admitir

Sempre passivo assistir

E aceitar tudo calado.

 

Murad ainda é secretário

Pois jamais foi demitido,

Tem sorte de ser marido,

De Roseana, o sicário,

Ta mamando no erário,

Um magnífico ordenado,

E se diz injustiçado,

Mas não posso admitir

Sempre passivo assistir

E ficar sempre calado

 

Pro lado que a gente olha

Só vê ladrão na disputa,

E estes filhos de puta

A boca do povo arrolha,

A mão dos corruptos “molha”

Com o dinheiro roubado,

É grana pra todo lado...

Mas não posso admitir,

Sempre passivo assistir

E aceitar tudo calado.

 

Agora vou convidando

Aos amigos cordelistas,

Rimadores, repentistas,

Que ainda estão só olhando,

Entrem, e vão participando

Deste debate animado

Por outros já começado....

Não vamos admitir,

Concordar nem permitir

Que o povo fique calado.




Mestre Egídio

Francisco Egídio Aires Campos
© Todos Direitos Reservados
     

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