» Capa » 1ª página

  ABRALI Edições

  Rádio Poesia

  ABRALI HOST

  Revista ABRALI

Formulário fale conosco

Indique esta página

>> Cadastre-se!

Nossa Organização

» Quem somos / Nossa Missão
» Institucional / Parcerias
» Participar deste Projeto
» Editora - ABRALI Edições
» Rádio Poesia
» ABRALI HOST - Hospedagem
» Eventos - EPAC
» Comunidade ABRALI Orkut

Canais de Vídeo & Áudio

» Rádio Poesia Vídeos/Áudios
» Revista ABRALI
» Membros Acadêmicos
» Matéria da Semana

Canais Literários

» Membros Acadêmicos
» Rádio Poesia
» Grandes Escritores
» Contos
» Crônicas
» "Chapéu di Paia"
» Literatura de Cordel
» Coletâneas Abralianas
» Literatura & História

Canais de Arte

» Artes, Artistas & Cia.
» Músicas

Canais de Língua Portuguesa

» Dicas de Português
» Teoria Literária
» Ensaios
» Resenhas
» Grandes Escritores

Canais de Informação

» Revista ABRALI
» Vídeos de Eventos ABRALI
» Notícias em Tempo Real
» Direitos Autorais e Leis
» Fatos e Personagens
» Vídeos Datas Comemorativas
» Galeria de Fotos
» Artigos
» Literatura & História

Canais Especiais

» Espaço Jovem
» ABRACADABRA - Infantil
» Folclore
» Espaço Indígena
» Meio Ambiente
» Filosofia em Fatias
» Coletâneas Abralianas

Canais de Comunicação

» Fale conosco
» Inscrever-se no Projeto
» Mural de Mensagens
» Informar falhas e/ou erros
» Sala de Chat

Google

Web

www.abrali.com

                 Literatura de Cordel

Mais deste Autor Voltar à página índice de Cordel

Sobre minhas similaridades com o jumento

  

Em nada me diminui ser comparado a um Jumento, animal cheio de belas e boas qualidade e, sempre, vilipendiado pelos que se julgam donos da verdade.

 

 

Padre Vieira dizia

Que o Jumento é nosso irmão

Eu concordo plenamente

Pois não falou sem razão

Só que um irmão explorado,

Sofrido e desrespeitado

Mesmo empuxando o sertão.

 

Ele não tem ambição,

Não inveja nem cobiça,

É feliz com o que possui

E jamais foge da liça,

Atrás dos maus nunca segue,

Não acha a paz que persegue

E é vitima da injustiça.

 

A maldade não atiça,

E o destino não rejeita,

Faz sem buscar recompensa,

O bem, e jamais enjeita,

Amizade, se lhe dão

E a quem lhe estende a mão

Calorosamente aceita.

 

Por isto não é desfeita

Ser no jegue retratado,

Dá-me até um certo orgulho,

Como ele ser comparado,

Pois tenho muita energia

E trabalho noite e dia

Apesar de aposentado.

 

Como ele, determinado

Não desisto facilmente,

Levo uma carga pesada,

Sou pobre e vivo doente

Mas tenho a cabeça dura

Coisa alguma me segura,

Se morrer, caio pra frente.

 

Por isto vivo contente

Apesar da barrocheira,

Se morrer, não vou pro céu,

Não farei esta besteira,

Também não vou pro inferno

Prefiro o labor eterno

Vagando com Zé Limeira.

 


Mestre Egídio

Francisco Egídio Aires Campos
© Todos Direitos Reservados
     

Mais deste Autor Voltar à página índice de Cordel
        

 

 

 

         

   

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

contador, formmail cgi, recursos de e-mail gratis para web site