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       Literatura de Cordel

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Cordel Centenário
©Almir Alves Filho

 

Homenagem aos Cem anos de Cordel
Comemoração: abril de 2001
SESC Pompéia – São Paulo

  

Como forma de expressão

Sem o requinte literário

O Cordel ganhou menção

Salve o Cordel Centenário!

 

Por este Brasil afora

Com os poetas perdulários

O Cordel ganhou memória

Salve o Cordel Centenário!

 

Cem anos de existência

Cem anos de mostruário

O Cordel ganhou essência

Salve o Cordel Centenário!

 

Abril de dois mil e um

Sesc Pompéia o cenário

Na exposição incomum

Salve o Cordel Centenário!

 

Do Oiapoque ao Chuí

Dentro de qualquer armário

Um Cordel deve existir

Salve o Cordel Centenário!

 

E o poeta ambulante

Que já se tornou lendário

Diz em tom gratificante

Salve o Cordel Centenário!

 

Mulher bonita em prosa

Que me perdoe o vigário

É um tema que se entrosa

Com o Cordel Centenário!

 

Os namorados e amantes

Que nunca são sedentários

Gozam a vida pululantes

Com o Cordel Centenário!

 

Pra falar de maravilhas

Ou do pequeno salário

O Cordel tem suas trilhas

Salve o Cordel Centenário!

 

Se o assunto é amargura

Com um governo salafrário

O Cordel não se enclausura

Salve o Cordel Centenário!

 

Mas toda aquela festança

Que consta no calendário

Tem com o Cordel aliança

Salve o Cordel Centenário!

 

Toda alegria ou tristeza

Que quer alguém solidário

Tem no Cordel a pureza

Salve o Cordel Centenário!

 

Nas ruas não falta espaço

Para um Cordel solitário

Um simples papel almaço

Salve o Cordel Centenário!

 

Notícias chegam da França

Sobre o Cordel emissário

Numa forma de vingança

Salve o Cordel Centenário!

Meus Senhores e Senhoras

O Cordel está no páreo

Digam todos sem demora

Salve o Cordel Centenário!
     

  
Almir Alves da Silva Filho

© Todos Direitos Reservados
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