Amigo
de grã cultura
Trouxe
um fato à lembrança:
O
cordel que se procura
Está
morando na França;
Onde
vive em clausura
Dentro
da literatura
Que
o Brasil não alcança.
O
cordel nasceu aqui
Entre
charcos e cerrados
Do
Oiapoque ao Chuí
Em
papel amarelado;
Nas
feiras se fez ouvir
Um
canto triste a pedir
Que
o cordel fosse lembrado.
Mas
somente lá na França
Deu-se
guarida ao cordel
Graças
à perseverança
De
um Raymond Cantel
Que
aqui, em suas andanças
Perpetuou
na lembrança
Um
Brasil jogado ao léu.
No
sertão foi renitente
A
voz do povo em cordel
Rimando
sob o sol quente
O
tropeiro e Menestrel;
Na
verve sempre presente
Um
versejar consciente
Sem
produzir escarcéu.
Nem
papel amarelado
Nem
tocador de viola
Em
coma sempre tombado
O
Brasil não tem melhora
E
o povo embriagado
Vai
deixando o seu passado
Andando de padiola.
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