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Rimas Vadias
©Almir Alves Filho |
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Vejo
chorar o Brasil
Vejo chorar Portugal
Descorando a cor de anil
Modificando o astral;
Nunca falta um barril
Um arsenal, um ardil
Armando o verso abissal.
Branco que se fez paz
Durante quinhentos anos
Verde que o futuro traz
Contra todos desenganos;
Azul com raios dotais
Das riquezas florestais
E um Dourado soberano.
Alhures, um verde-oliva
E um rubor – em aquarela
Uma Nação sempre viva
Que fez história tão bela;
Com o Brasil ainda priva
De idéias construtivas
Relembrando as caravelas.
Que não seja a poesia
Um canal de dissidências
E que as rimas vadias
Não agravem conseqüências;
Só tolhendo as demasias
Vamos viver novos dias
Sem peso nas consciências.
Que os problemas pessoais
Não respinguem nas Nações
Que suas culturas, jamais
Sofram danos com ferrões;
E que os nobres jograis
Compondo versos de paz
Brilhem nas quatro estações.
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Almir Alves da Silva Filho
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