Meu
amigo José Dantas
Forte
abraço no Bandeira
Verdadeira
pederneira
Seu
repente o mal espanta;
Com
viola e com garganta
Faz
a vida prazerosa
Um
prazer que se entrosa
Deixando
rastros no vento
Se
a viola é sentimento
Tudo
fica um mar de rosas.
É
o sabor da cantoria
No
tempero do Daudeth
Nem
que chova canivete
Tá
mantida a alforria;
Nem
João e nem Maria
Tem
patroa furiosa
O
Raimundo a vida goza
Não
se fala em sofrimento
Se
a viola é sentimento
Tudo
fica um mar de rosas.
Vou
vivendo e aprendendo
E
aprender não é pecado
Quero
paz pra todo lado
Quero
o bem acontecendo;
Cantador
que não tô vendo
Mostra
essa rima viçosa
Com
tua verve buliçosa
Deixa
aí no testamento
Se
a viola é sentimento
Tudo
fica um mar de rosas.
Eu
também sou cantador
Nem
que seja no teclado
O
meu estro é amuado
E
o repente não brotou;
Mas
cantar não traz temor
Canto
a menina mimosa
E
me encanto com a charmosa
Sem
anel, sem juramento
Se
a viola é sentimento
Tudo
fica um mar de rosas.
Quem
essa arte fomenta
Tem
o meu maior respeito
Atingindo
o mor conceito
Pois
a verve não se inventa;
Para
um Brasil que é penta
Com
sua torcida briosa
Não
há platéia teimosa
Que
resista a esse rebento
Se
a viola é sentimento
Tudo
fica um mar de rosas.
Parabéns
aos repentistas
Que
vicejam com a arte
Cantoria
é estandarte
Que
não serve a egoísta;
Vou
pegando alguma pista
De
quem tem saber em grosas
Com
vertentes talentosas
Que
dão ao verso sustento
Se
a viola é sentimento
Tudo
fica um mar de rosas.
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