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Dentre
tantas atrações
Que
encontramos na vida
A
melhor tem o Sertão
Mesmo
na roça sofrida
Uns
se alegram com baião
Que
é bom – ninguém duvida.
Mas
quando chora a viola
Na
cadência do repente
Quem
ouve, logo se ajunta
Buscando
lugar na frente
Quem
não entende, assunta
Quem
é do ramo, consente.
O
Cantador é um Mago
Fazendo
truques com rima
Seu
estúdio é um tablado
O
seu som é obra-prima
Quanto
mais desafiado
Mais
dá a volta por cima.
O
Cantador é Maestro
É
também um Professor
Como
Artista usa o estro
Para
encantar seu amor
Quem
canta, canta o contexto
Mas
não canta o dissabor.
Botando
mágoas pra fora
É
assim que se suplanta
O
mal que pode existir
Mas
só o verso decanta
Do
Oiapoque ao Chuí
Somente
o verso acalanta.
Quando
canta o Repentista
Também
canta a patativa
Quando
o primeiro despista
Do
seu som, um som deriva
É
um show sem concertista
É
um versejar de oitiva.
Qual
passarinho na mata
Também
vive o Cantador
De
gorjeios sem ter pautas
Despertando
algum amor
Se
a mulher não for estátua
Vem
correndo pra compor.
Cantador
não dá aviso
Nunca
antecipa seu mote
Todo
canto é improviso
Pois
a verve é o seu dote
Falar
disso – eu não preciso
Se
tem mel, não falta pote.
Não
precisou de Escola
Quem
canta um bom repente
Não
usa anel e nem cartola
Não
tem grau e nem patente
Mas
vai entrando de sola
E
calando muita gente.
Se
nunca faltar o verso
E
sempre houver improviso
Quem
ouvir não se entristece
Não
perde a vez nem o siso
Quem
com a rima anoitece
De
manhã tem mais juízo.
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