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Façanhas de um cego

Quem é filho da Bahia

Já traz a verve na mente,

Foi assim com Rui Barbosa,

Castro Alves e mais gente;

Porque o bom Deus o quis,

Lá também nasceu Luís,

Um cego inteligente.

 

Cegueira não é defeito

E pode até ser um dom,

Não é nada se é do corpo

Que tem o espírito bom,

Mas cegueira espiritual,

Essa sim é grande mal,

Não vê cinza nem marrom.

 

Ruim quem se torna mudo

Quando é preciso falar,

Ou faz de conta que é surdo

Por não querer escutar,

Pior é o cego sem ser

Porque se recusa a ver

O que se deve enxergar.

 

Quanto ao Luís, o que eu sei

É o pouco que ouvi falar

Desse simpático cego,

Porém posso imaginar

Que ele vê com a alma

O balançar de uma palma

E até as ondas do mar.

 

Embora digam que ele

Tem uns trejeitos marotos

E cavalga sobre os trouxas

Como se montasse potros,

Não creio e sei que o Luís

É um cidadão feliz,

Talvez mais do que nós outros.

 

Esse cego enxerga muito,

Já ouvi alguém dizer,

Do que ele é capaz

Nós ainda vamos ver,

Com sua mente acurada

Vem como quem não quer nada

E a todos vai surpreender.

 

Um sujeito que encontrei,

Recém vindo da Bahia,

Contou-me e até jurou

Por Santa Virgem Maria

Que o Luís é cego no duro,

Mas caça até rãs no escuro

Como fosse à luz do dia.

 

Disse-me ainda esse cabra

O que agora revelo:

Certa vez viu o Luís

Treinando para um duelo,

De costas ele atirava

E o alvo sempre acertava,

Pois é rei do parabélum.

 

Depois pegou a viola

E enfrentou um repentista,

Cantando de improviso

Provou ser mesmo um artista,

Tal como aqui na Usina

Demonstrou que sua sina

É ser mestre cordelista.

 

Falam que é namorador,

Mas isso é problema dele,

Eu só quero enaltecer

Tudo o que há de bom nele,

Que o Domingos e o Airam,

Dos quais eu também sou fã,

Levem meu abraço a ele.

 
Benedito Generoso da Costa

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