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O povo que é da cidade,
Tem muito que aprender.
Com a gente lá da roça,
Que luta para crescer.
No mato é que brota tudo,
É pau de tudo que é jeito.
É no mato que o homem aprende,
Que Deus fez tudo perfeito.
É angico preto e vermelho,
Aroeira mansa e brava,
Baba de boi também se encontra,
No mato tem olho de cabra.
Cabreúva é outra espécie.
Candeia se vê também.
Araticum dá pra comer,
Goiaba doce faz bem.
Cedro rosa madeira boa,
Jatobá não apodrece,
Jacarandá também não bicha,
Nem trinca, nem amolece.
Guatambu é pra enxada,
Faz o homem lidar a roça.
Guarantã dá aqui em Minas,
Aroeira não há quem possa.
O ipê rosa enfeita,
O amarelo até espanta.
A paineira também da flor.
Suinã, é outra planta.
Pau pereira é conhecido,
Pau jangada não é tanto assim,
Pau formiga é outro nome,
De Pau que não dá em jardim.
Pitanga quando no ponto,
Forra o chão com sua doçura.
O mato traz tantas coisas,
Que até tristeza cura.
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