Rede ABRALI de Difusão Cultural:      |       Editora       |       WEB Shopping Cultural      |      RTV ABRALI       |       Rádio Poesia

Ai, que saudade da Amélia

Demônios da Garoa

Ataulfo Alves e Mário Lago
 
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher

Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!"
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
     

 

ABRALI - Academia Brasileira de Literatura
Núcleo Internacional de Letras e Artes
Caixa postal 2011 - CEP 80011-970 - Curitiba - PR - Brasil
© Projeto Cultural ABRALI - Todos Direitos Reservados