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  Celso Brasil

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Simpricio e o distino
© Celso Brasil - voz do autor


Aqui pr’essas bandas, num tem malícia. Tem roça, muito trabaio de dia e... de noite, prosa e priguiça.


Tem história que são tanta. História boa e mardita que, quando conto, tem gente que num cridita.

Mais agora, só uma eu vô contá. Já vô avisando antes! Essa é de arrepiá.

Pode te sido armentada... eu num sei di nada... Do jeito que veio, vô passá.

Era os vizinho da finada Quitéria. Ceis vão pensá que é piada, mais diz que a coisa foi séria!

Já passô há uns par de ano. Aconteceu é num rancho e quem conta é o cumpadi Constâncio. Garante que o causo é verdade. Daqueles que arrepia inté os pêlo donde o vento num bati.

Na casa donde aconteceu, vivia um casal que brigava inté mais que Maria mais eu.

Ela num se dava as prenda e o pobre é que só trabaiava sozinho naquela fazenda. Ela era infernal e só gritava com ele, que num era um cabra mal.

A Muié era triste. Impricava demais com o coitado. Era coisa que num existe e, ele, cabô dexando ela de lado.

Um dia, quando foi fazê compra, cabô achando uma moça de perna grossa e redonda, que morava na cidade.

E o que que aconteceu?
O pobre do Simprício caiu na infidelidade.

Então o casamento morreu!

A muié era tão ruim que, num sei como foi direito, quando a moça, ela descobriu, deu uma surra no Simprício e se infiou uma faca no peito, lá na beira do rio.

Dizem que dispois desse dia, além de perdê a outra, porque a conversa corria, virô uma pertubação. O coitado ficô sem nenhuma muié, pra vê como as coisa é!  E num miricia isso não!  

É nessas hora que a gente conta e as pessoa duvida. Mais, como já disse, é as coisa que acontece na vida. E sei que oceis vai duvidá. Memo assim eu vô contá.

Quem confirma é a cumadi Maricota, que só fala coisa verdadera e inda é a fia mais séria da dona Carlota rezadera.

Dizem que quando o Simpricio ia tomá banho de bacia, era só tirá as ropa e as coisa acontecia.

O coitado saia num trupé, com o coração na mão, todo atrapaiado e nem se importava se alguém tava oiando, não! Queria é se livrá daquele cramunhão que era a sua muié que virô assombração.  

Passado uns mêis nessa vida de susto e solidão, aquela tristeza mardita levô ele pro caixão.

E as coisa num pára aí! Se sigura mode num caí.

Falam que inté hoje, pr’aqueles lado, quando é lua cheia, o bicho pega pesado...  Tem que te sangue nas veia!

Quando bria os astro e a lua alumia, diz que é só oiá pro pasto.

Diz que se ouve e vê direito... Que os zóio fica estatalado...
É a muié cum a faca no peito e Simpricio correndo pelado.

Celso Brasil
©
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